terça-feira, 28 de março de 2023
Copenhagen Cowboy (Série)
sexta-feira, 17 de março de 2023
To Leslie
"To Leslie" (2022) dirigido por Michael Morris é um filme intimista que concentra toda sua narrativa na personagem central com seu cotidiano simplório e caótico, seus laços foram danificados por conta do vício em álcool, autodestrutiva segue seus dias no puro ócio apenas se culpando por suas escolhas. Traumatizada e atormentada ninguém mais acredita em sua mudança e é jogada de lá para cá, mas o filme não é negativo e propõe a sua redenção, é uma história sem firulas e comovente, acreditar em si mesma é o maior obstáculo de Leslie.
Andrea Riseborough dá vida a essa mulher de maneira real, não força estereótipo e em muitas vezes sentimos vergonha, tristeza, desespero, deslocamento, vagamos junto dela, sentimos na pele suas angústias e as pequenas crises de consciência que cresce à medida que compreende que a mudança só pode acontecer de dentro para fora, mas óbvio que é necessário ajuda para que o ciclo se complete, ninguém consegue sair de uma situação tão crítica sozinho, mas o tempo e o respeito àquela situação faz toda a diferença e isso se dá no personagem de Sweeney (Marc Maron), que delicadeza, paciência e empatia esse ser humano possui, alguém totalmente fora da vida dela dá o suporte, pois os familiares praticamente desistiram e nisso também não há como julgar, é algo imensurável e complexo lidar com o peso do outro, ainda mais para o filho de Leslie, que cresceu com a história de sua mãe sendo exposta e ridicularizada. Para contextualizar tudo começa quando Leslie ganha US$ 190 mil na loteria, dinheiro que daria para organizar a sua vida e do filho, mas para comemorar ela paga uma rodada de bebidas para todos, daí a história avança seis anos e a vemos sendo despejada de um quarto de hotel barato por falta de pagamento, ela segue andando sem rumo com sua mala rosa, parando em bares e se consolando nas bebidas pagas por alguns homens, até que bate na porta de seu filho em outra cidade, o jovem a acomoda por alguns dias, mas claramente dá errado quando encontra bebidas escondidas debaixo do colchão comprados com dinheiro roubado de seu colega de quarto. Leslie é deixada na casa de conhecidos desse seu passado nebuloso, segue-se mais dores, humilhação, desnorteamento até que Sweeney lhe oferece emprego e abrigo no hotel em que trabalha.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
The Banshees of Inisherin
"The Banshees of Inisherin" (2022) dirigido por Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime - 2017) é um filme que exala solidão e um existencialismo potente que nos faz rir de desespero, particularmente a narrativa me conduziu como se estivesse lendo um livro, devagar e com intervalos contemplativos belíssimos, quadros melancólicos e que evoluem à medida dos acontecimentos cotidianos e mal-entendidos risíveis. Apesar da erma ilha aparentar uma certa paz e o tédio controlar a vida de seus habitantes, do outro lado o estrondo da guerra civil está a todo vapor. Situado numa ilha remota na costa oeste da Irlanda nos idos dos anos 20, acompanhamos um impasse entre os amigos de longa data Pádraic (Colin Farrell) e Colm (Brendan Gleeson). Inesperadamente Colm põe fim à amizade deles e Pádraic fica desesperado amparado pela sua irmã Siobhán (Kerry Condon) e pelo problemático jovem Dominic (Barry Keoghan), esforçando-se para recuperar o relacionamento e recusando-se a aceitar um não como resposta, os esforços repetidos de Pádraic apenas fortalecem a determinação de seu ex-amigo e, quando Colm entrega um ultimato, os eventos sucedem-se rapidamente com consequências inesperadas. O rompimento dessa amizade também atinge outros habitantes da ilha fazendo com que encarem o próprio abismo, como Dominic, um rapaz que sofre violências por parte do pai e que é esnobado pela irmã de Pádraic. Colm está cansado de tudo e diante da finitude da vida dedica seus dias a deixar um legado através da arte, já o ingênuo Pádraic se apega ao raso da vida, simples e gentil atravessa seus dias de puro nada, seu relacionamento com a irmã às vezes o traz para realidade, já que Siobhán quer sair da ilha por não aguentar mais o barulho que o silêncio faz. A situação simplesmente vai se transformando em algo desesperador para Pádraic, teimoso insiste em ir atrás de Colm e o segue pelos lugares e não aceita que o amigo tenha parado de gostar dele. A simplicidade desse personagem aos poucos vai sendo substituída por atitudes chatas e vergonhosas, até surgem sentimentos de pena ou graça, mas à medida que a narrativa transcorre também percebemos o endurecimento desse personagem, ele vai perdendo a ilusão e começa a articular maldades.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
Marte Um
A sensibilidade com que os personagens são retratados cativa o espectador, cada um deles tentando prosseguir da melhor maneira mesmo tendo a restrição econômica, dá-se o jeitinho e, acima de tudo, mesmo com todos os percalços externos e internos ao fim de tudo estão juntos. Tem um belo visual, os olhares brilham feito estrelas, há sempre um ar melancólico, porém nunca se rendendo de fato, a vida e os sonhos sempre resplandecem. Ver na tela características tão comuns, problemas tão corriqueiros que a imensa maioria passa aperta o coração, essas simples nuances de representatividade faz toda a diferença para conexão com a história, a crise econômica, as injustiças, os receios, os obstáculos praticamente intransponíveis, aliado a isso um período de obscurantismo na política começa a nascer e atacar os mais pobres, sobreviver a essas coisas só com muita força. Tércia por exemplo, depois de passar por uma pegadinha de um programa de TV fica tão traumatizada que acredita estar amaldiçoada, pois tudo ao seu redor começa a ruir, Wellington é um sujeito honesto e acaba sendo passado para trás em seu trabalho e sem piedade é jogado fora, também pressiona seu filho para que jogue futebol e até consegue uma vaga para participar de uma peneira, mas Deivinho se acidenta e fica impossibilitado, daí Wellington se rende a bebida pelo desgosto.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
O Menu (The Menu)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
Ruído Branco (White Noise)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
Close
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Melhores Séries Vistas de 2022
Segue uma singela lista das melhores séries vistas de 2022, são obras de imensa qualidade e com certeza inesquecíveis.
07- "Amor e Anarquia" (Kärlek & Anarki - Suécia) 2 Temporadas - 2020/2022
Amor e Anarquia conta a história de Sofie Rydman (Ida Engvoll), uma consultora bem-sucedida, casada e mãe de dois filhos. Quando Sofie é contratada para modernizar uma antiga editora, ela conhece o jovem técnico de TI Max Järvi (Björn Mosten), iniciando um arriscado jogo de flerte com ele. Secretamente, Sofie e Max se desafiam a tomar atitudes e decisões que contradigam as normas sociais. A brincadeira parece inofensiva, mas, à medida que os desafios aumentam, os dois precisam lidar com as perigosas consequências de sua relação.
06- "Terra à Venda" (Grond - Bélgica) 1 Temporada - 2022
Em Soil, quando um imigrante muçulmano morre na Bélgica, a família enfrenta o dilema de enterrar o corpo no país em que se encontram, ou realizar o desejo do falecido e retornarem para sua terra natal. Isso desperta no jovem Ishmael “Smile” Boulasmoum o desejo de começar um novo empreendimento. Ele e sua irmã acabaram de herdar os negócios do pai, e Smile acredita que exista uma oportunidade incrível para eles se começarem a trazer terra do Marrocos para que os imigrantes possam enterrar seus familiares no solo de sua nação. A partir disso, a família começa um negócio funerário que, apesar de lucrativo, irá se mostrar cheio de obstáculos e imprevisibilidades no caminho ao sucesso.
05- "As Vidas Secretas da Família Uysal" (Uysallar - Turquia) 1 temporada - 2022
Oktay Uysal (Öner Erkan), um arquiteto de 44 anos está passando por uma séria crise de meia-idade. Oktay está tentando superar a ansiedade desse momento importante vivendo uma vida dupla. A primeira vista, ele aparenta ser apenas mais um pai de família, com um carro, uma casa e um trabalho que paga as contas. Por trás dessa fachada condicionada, ele é um punk como sempre foi quando era jovem. Dessa forma, Oktay decide retornar às suas raízes: usar roupas rasgadas, moicano e ouvir música barulhenta. Contudo, Oktay não é o único passando por um momento difícil. Em casa, cada pessoa de sua família passa por suas próprias crises de identidade e, eventualmente, suas jornadas individuais irão se chocar com o lado punk escondido de Oktay. Só elogios para essa série que potencializa seu roteiro a cada episódio, que tem uma trilha sonora pontual, atores excepcionais e uma forma de filmar muito original, além dos cenários ao ar livre serem deslumbrantes. Não há desperdício de falas, de cenas, tudo tem uma função que ao final se integra perfeitamente. Esses são alguns pontos positivos apenas, pois a narrativa ainda contém altas doses de sarcasmo e críticas, como o machismo nas empresas denunciando casos de abuso e estupro, o encobrimento da mídia acerca da neblina que toma o país, mas que serve de metáfora para as vidas que são mascaradas diante a sociedade. O peso dessas situações são amenizadas com esperteza, mas não deixa de causar desconforto.
04- "Ollie, o Coelhinho Perdido" (Lost Ollie - EUA) 1 Temporada - 2022
03- "Dahmer: Um Canibal Americano" (Monster: The Jeffrey Dahmer Story - EUA) 1 Temporada - 2022
Dahmer: Um Canibal Americano, minissérie de Ryan Murphy, acompanha a trajetória do infame serial killer Jeffrey Dahmer (Evan Peters). A produção explora a juventude do assassino até sua vida adulta e traz um retrato complexo da mente por trás do monstro que tirou a vida de 17 homens e meninos. Nascido na cidade de Milwaukee, Dahmer aterrorizou o estado de Wisconsin na década de 1980. Além dos brutais assassinatos, Jeffrey também cometia violência sexual e tortura contra sua vítimas. Seus crimes hediondos o tornaram um dos serial killers mais conhecidos e temidos dos Estados Unidos. Mesmo sua vizinha, Glenda Cleveland (Niecy Nash), tentando de várias maneiras denunciar o comportamento suspeito de Dahmer durante anos, a polícia a ignorou, facilitando os atos do serial killer. Tendo como alvo principalmente homens gays negros, Dahmer saiu impune por anos pelo simples fato das autoridades ignorarem o desaparecimento da vítimas.
02- "O Urso" (The Bear - EUA) 1 Temporada - 2022
Na série de comédia dramática The Bear, Carmen Berzatto (Jeremy Allen White) é um jovem chef que herda um restaurante e tenta transformar o lugar em um grande negócio. No entanto, Carmy enfrenta várias dificuldades e busca ajuda nos diversos funcionários para tentar melhorar e transformar o The Beef em um dos maiores e melhores restaurantes de Chicago. A trama explora como cada personagem lida com suas vidas pessoais enquanto tentam alavancar suas carreiras na indústria alimentícia. Além das ambições profissionais e a rotina estressante do restaurante, a relação de Carmy com a família é cheia de tensão, especialmente depois do suicídio do irmão que impactou a todos. A produção discute comida, família e a rotina insana dos restaurantes. Carmy batalha para elevar seu estabelecimento e a si mesmo ao lado da equipe de cozinha carrancuda que aos poucos se transforma em uma nova família.
01- "Better Call Saul" (EUA) 6 Temporadas - 2015/2022
Gus Fring (Giancarlo Esposito) está firme em sua decisão de acabar com os Salamanca, o que deixa Nacho (Michael Mando) em uma posição cada vez mais desconfortável, trabalhando para os dois lados. Enquanto isso, Saul (Bob Odenkirk) e Kim (Rhea Seehorn) se esforçam para desacreditar Howard (Patrick Fabian) na tentativa de concluir o caso Sandpiper. Paralelamente, através de vislumbres do futuro, acompanhamos a nova vida de Saul e os percalços por ele enfrentados após seu envolvimento nos negócios de Walter White (Bryan Cranston). História fechada com chave de ouro, uma obra-prima e sem dúvida, a melhor spin-off da história das séries de TV. Personagens icônicos!
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
Triângulo da Tristeza (Triangle of Sadness)
*Contém Spoilers
"Triângulo da Tristeza" (2022) dirigido por Ruben Östlund (Força Maior, 2014 - The Square, 2017), ganhador da Palma de Ouro em Cannes desse ano é um filme que expõe sem metáforas o privilégio da elite, daqueles que não aceitam não e cujo tédio é sanado por situações esdrúxulas. O longa abrange algumas temáticas interessantes que envolvem o capitalismo, como os influencers digitais e a maneira fácil de se ganhar montantes de dinheiro com publicidade, a imagem de perfeição e luxo atraem cada vez mais pessoas para esse mundo e no primeiro capitulo acompanhamos um casal de modelos que, por exemplo, brigam num restaurante sobre quem deveria pagar a conta. As situações exploradas no decorrer são permeadas por muito sarcasmo e o diretor faz questão de provocar o espectador, as pessoas são péssimas e o desenrolar dos acontecimentos só realçam o quão ridículos são. Dividido em três capítulos acompanhamos no primeiro momento Carl (Harris Dickinson), um modelo que está numa espécie de entrevista onde é ordenado a sorrir e parar em segundos e depois desfilar com ritmo, no caso é especificado que modelos homens ganham menos e logo o vemos com sua namorada Yaya (Charlbi Dean), também modelo em um restaurante caríssimo cuja conta a ser paga é discutida por um interminável, cansativo e raso diálogo sobre ela ganhar mais. A cena corta e logo os vemos em um iate luxuosíssimo tomando banho de sol, Yaya ganhou a viagem em troca de publicidade e os dois desfrutam do melhor que há, cardápio refinado e experiência única. Nesse iate acontecem situações incômodas envolvendo funcionários e seus clientes, inclusive Carl numa cena patética de ciúme, na verdade seu ego fica mexido ao ver um funcionário sem camisa consertando algo enquanto Yaya olha, o cara é bonito e ele se aborrece, então vai reclamar, logo depois vemos o cara indo embora do navio. A relação da classe trabalhadora com esses milionários é escancarada sem dó e retrata a EXPLORAÇÃO - escrevi em caixa alta porque essa palavra precisa ser gritada, e é exatamente isso o que o filme faz, os coloca numa posição de arrogância espalhafatosa que gera ânsia, se revela de maneira explícita e desenha muito bem a hierarquia, inclusive entre os funcionários designando regras absurdas.
quarta-feira, 31 de agosto de 2022
Resurrection
"Resurrection" (2022) dirigido por Andrew Semans é um filme magnético e desconfortante, a decaída psicológica da protagonista, sua paranoia persistente e o desenrolar surreal causam um misto de terror e ansiedade. Rebecca Hall (Christine - 2016, The Night House - 2020) está esplêndida ao ir de uma mulher altiva e segura para um total desequilíbrio que a alavanca para fora da realidade. Somos apresentados a Margaret, bem-sucedida, ocupada com sua carreira e maternidade, superprotetora com sua filha adolescente Abbie (Gracie Kaufman) que logo irá embora para a faculdade, sua rotina consiste nisso, além de se relacionar com um cara casado e dar conselhos sobre relacionamento tóxico a uma estagiária. O desencadear dos eventos acontecem sem mais nem menos, um sonho estranho em que ela encontra um bebê dentro do forno e em outro dia eventualmente numa palestra vislumbra um rosto que lhe causa pânico instantâneo. Ela sai correndo imediatamente do local e a partir disso sua derrocada psicológica acontece. David (Tim Roth), o homem que assombra Margaret faz parte de um passado traumático que descobrimos aos poucos e bizarramente ser bem profundo, as insanidades ditas por ele, o joguinho psicológico medonho que cresce à medida que os encontros ocasionais se dão, e isso é uma das coisas mais estranhas do filme, ele simplesmente aparece em todo canto, em um banco na praça, encostado em alguma parede, então não fica muito claro se isso é apenas algo da cabeça de Margaret, como um pesadelo horrível do qual não há como acordar, essa perturbação de não sabermos se é real ou não gera ansiedade e desconforto, ainda mais quando ela perde totalmente o equilíbrio e vive apenas em função de seguir David. Ele diz coisas enigmáticas para Margaret, palavras que a faz ir de encontro ao seu terrível passado. É incrível a capacidade de atração da história, a visceralidade que surge em Margaret quando acha que sua filha corre perigo, sua raiva, seu medo em ter de lidar com um monstro do passado que surge de mansinho, mas não menos perturbador, David é polido com sua voz mansa e sorriso cínico, a história parece não fazer sentido, a perspectiva que temos é embaçada e conflituosa, mas assim são os traumas que foram soterrados e que submergem inesperadamente.
quarta-feira, 13 de abril de 2022
As Vidas Secretas da Família Uysal (Uysallar)
"As Vidas Secretas da Família Uysal" (2022) dirigido por Onur Saylak é uma minissérie turca espetacular disponível no catálogo da Netflix, uma história repleta de camadas que vai desnudando os personagens pouco a pouco, que provoca o espectador fazendo oscilar nossos sentimentos diante às ações de cada um. Com 8 episódios acompanhamos a família Uysal, que passa por uma crise, todos sem exceção têm suas perturbações e estão à beira de um colapso. Oktay (Öner Erkan) é um arquiteto de 44 anos que se vê sufocado com a rotina, emprego e família, não suporta mais viver desse jeito e resolve escrever uma carta se despedindo, mas acaba que ele desiste e a esconde. No seu íntimo vive uma chama esquecida e a partir de uma visita que faz a sua antiga cidade decide reviver seu "verdadeiro" eu, e então uma vida dupla se inicia, de dia enfrenta os percalços do trabalho e seu chefe instável, Berhudar (Haluk Bilginer), tentando projetar uma prisão que nunca sai, e a noite coloca sua jaqueta cheia de spikes com a escrita "amante do caos" e seu enorme moicano colorido. Mas não é só Oktay que está enfrentando uma crise, sua esposa Nil (Songül Öden) que quer retornar ao mercado de trabalho não consegue por ser considerada velha e isso só faz aumentar sua obsessão com a aparência e sua ânsia por procedimentos estéticos, além de que se infiltra numa teia de mentiras que acarretará uma consequência inesperada. Os filhos também estão perdidos, o adolescente Ege (Umut Yesildag) que claramente possui traços psicopatas e a pequena Ece (Nilay Yeral), uma menina inteligente que não tem nenhuma atenção e que busca um pouco disso numa vizinha. Há também Olcay (Ugur Yucel), o pai tóxico de Oktay. A cada episódio o enredo nos arremessa diante das atitudes desses personagens que estão infelizes mesmo tendo uma condição financeira elevada, a distância só faz esses segredos se tornarem cada vez mais fortes e os sentimentos perante eles mudam a cada instante, ora sentimos empatia, ora asco, a complexidade e o caráter reflexivo dá um ar beirando o perturbador, pois são inúmeras as questões que surgem, como por exemplo, a hipocrisia, o egoísmo, o machismo, a indiferença, a máscara social, e com o passar dos episódios Oktay vai se tornando uma chacota, isso se concretiza ao final quando o amigo expõe a sua mediocridade e hipocrisia, que aquela fantasia nada tem a ver com ser punk, as relações que ele formou com os três desabrigados, esses sim lutando contra o sistema só aumenta as características de uma pessoa entediada e covarde.




















