Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Manhãs de Setembro (Série)

  

"Manhãs de Setembro" série com duas temporadas dirigida por Dainara Toffoli e Luís Pinheiro e exibida pelo streaming Prime Video é um retrato real, fascinante, angustiante, transformador e repleto de afeto. Um misto de sentimentos invade nosso ser ao contemplar a jornada da protagonista vivida com força e altivez pela dona da voz mais linda da atual música brasileira, Liniker. A série conta a trajetória de Cassandra que, desde que deixou sua cidade para trás, decidiu não fazer concessões para se tornar o que sempre quis ser: uma mulher trans livre e independente. Depois de anos comendo o pão que o diabo amassou, finalmente as coisas começaram a entrar nos eixos. Após uma temporada de desafios com a descoberta da existência de um filho, Cassandra tem um novo reencontro com o passado graças à chegada do seu pai e às lembranças de sua mãe, o que deixa o sonho de cantar ainda mais abalado. Cassandra é fã de Vanusa, assim como sua mãe que não vê desde os quatro anos de idade, ela batalha na grande São Paulo pela sua independência e liberdade de ser, ela divide seu tempo entre trabalhar como entregadora e a noite se apresentando cantando canções que conversam diretamente com seus sentimentos, além de se relacionar com Ivaldo (Thomás Aquino) que é casado. Sua vida dá uma reviravolta quando Leide (Karine Teles) aparece lhe mostrando Gersinho (Gustavo Coelho) como sendo seu filho. No decorrer dos episódios acompanhamos essa transformação que acontece em sua vida, a descoberta muda muito de sua rotina e quebra um pouco de seu sonho de seguir sozinha, a responsabilidade de um filho inicialmente não é aceita, a relação de afeto é construída aos poucos e conforme as emoções vão se assentando, ela começa a reviver momentos do passado olhando para Gersinho, o que não a agrada, mas o menino tenta chamar sua atenção de todas as formas e demonstra um carinho e respeito acolhedor. Cassandra é uma mulher trans preta que luta contra o preconceito todos os dias, é forte, segura de si e enfrenta as dificuldades com resiliência. Absolutamente todos os personagens tem características interessantes e todos os diálogos tem naturalidade, as complexidades, as nuances, as dificuldades são colocadas com sensibilidade e nos emocionamos com a história que vai desenrolando aos poucos.

"Manhãs de Setembro" homenageia Vanusa, além de carregar no título uma de suas músicas mais conhecidas, ela se faz onipresente, discute e dá conselhos para Cassandra, um misto de musa e mãe, suas músicas permeiam a história e complementam perfeitamente. Cassandra dá voz a essas canções que tanto falam de si. Outro ponto de destaque é a movimentação pelas ruas cinzentas do centro turbulento de São Paulo.
 
Uma delícia acompanhar essa série que não tem pressa, respeita o tempo que as coisas acontecem, traz temas importantes e plurais com seriedade. E que fortaleza é a protagonista nos trazendo sentimentos variados, a complexidade de suas emoções, a aceitação do filho contrapondo com sua construção de liberdade e seguimento dos sonhos, sua solidão enxergando o afeto se construindo através do dia a dia, sua batalha diária tendo que lidar com a falta de dinheiro, preconceito, transfobia, o passado, os traumas...
A segunda temporada traz ainda mais contexto e seu pai, interpretado por Seu Jorge, aparece na história, descobrimos mais sobre Cassandra e vamos junto dela com coragem e intensidade. 

O único defeito dessa série é ser tão curtinha, juntando a primeira e a segunda temporada são apenas 11 episódios de aproximadamente 30min.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

The Eddy (Minissérie)

 
"The Eddy" (2020) minissérie disponível no catálogo da Netflix é um achado maravilhoso que cativa com toda sua musicalidade e sentimentos complexos, com personagens apaixonantes somos absorvidos por uma aura de melancolia numa Paris pulsante onde predominantemente o que se sobressai é a veneração pelo jazz e os laços afetivos que são construídos a partir dele.
Dirigido por Damien Chazelle (Whiplash - 2014, La La Land - 2016) acompanhamos em oito episódios a história de Elliot (André Holland), um exímio pianista que abandonou a carreira após uma tragédia familiar e partiu sozinho para Paris onde abriu uma casa de show especializada em jazz junto de seu melhor amigo Farid (Tahar Rahim). Elliot não é uma pessoa fácil de lidar, é extremamente perfeccionista e a banda intitulada The Eddy composta pelos melhores músicos é a sua vida, conhecemos alguns integrantes mais de perto em episódios dedicados a eles, como Maya (Joanna Kulig) que precisa lidar com frustrações na carreira e sua relação conturbada com Elliot e Jude (Damian Nueva), que esbanja autenticidade e afeto. Elliot precisa dar um jeito em sua vida, há muitas pontas soltas e depois da morte misteriosa de seu sócio e amigo sua vida vai ladeira abaixo, são muitas coisas para resolver, problemas com o clube, coisas ocultas que Farid fazia e além disso, sua filha Julie (Amandla Stenberg) vem morar em Paris e tentar criar laços com o pai, mas é uma tarefa muito difícil e nenhum dos dois estão preparados, ela acaba indo morar na casa da viúva de Farid, Amira (Leïla Bekhti).
A trama policial acaba desviando muito o tom da série, é uma lástima infelizmente, acaba perdendo muito o contexto dramático dos personagens que são ricos e densos em suas mais diversas camadas, isso se deve a excelência das interpretações, inclusive os integrantes da banda são músicos na vida real que nunca interpretaram. A parte musical é linda e empolgante e por isso nem importa tanto as decaídas que o roteiro dá. Outro ponto positivo é que a história é repleta de diversidade, a Paris retratada é recheada de culturas, onde imigrantes lutam pelo seu espaço ao lidar com preconceito e desigualdade. 
 
A minissérie tem episódios marcantes, vibrantes, melancólicos e apesar da trama escorregar no lado policial tem fascinantes cenas em que a música impera nos proporcionando beleza ao ver a paixão que exala dos músicos, mais orgânico impossível. As histórias se desenrolam de maneira contida e por mais que soe arrastada em alguns pontos vale muito assisti-la.
 
"The Eddy" é uma minissérie vibrante pelo jazz e tocante pelas histórias que acompanhamos, até poderia se aprofundar em mais personagens, as diversas personalidades são apaixonantes, mas também complexas e caóticas, e mesmo que hajam desentendimentos e conflitos o afeto sempre norteia essas relações. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Embalos da Quarentena >>> Álbuns mais Ouvidos

Segue alguns álbuns que escutei durante a quarentena e que me ajudaram demais a encarar esse período tão confuso. Confira:

07- Whoopie Cat - Whoopie Cat (2016) Austrália

Whoopie Cat é uma banda australiana de blues rock que traz uma sonoridade refrescante e harmoniosa renovando os ares do rock'n roll, um disco delicioso, cujo vocal e os ótimos solos de guitarra se sobressaem. Intenso e sexy o marcante EP homônimo lançado em 2016 fez minha cabeça nessa quarentena e me apresentou uma banda impecável, o último álbum lançado foi em 2018, intitulado "Illusion of Choice".  >>>Álbum Completo<<<

06- Black Pistol Fire - Deadbeat Graffiti (2017) Canadá


Black Pistol Fire é um duo canadense formado em 2011 composto por Kevin McKeown na guitarra e vocal e Eric Owen na bateria, foram inspirados pelo blues, R&B e grandes nomes do rock, como Led Zeppelin, Chuck Berry, Nirvana, Buddy Holly e Muddy Waters. Um rock garagem á la anos 70 potente e marcante com toques de blues e punk, fazem um som direto e sem grandes artifícios, porém com imenso talento e trazendo o que o rock tem de melhor. Me apaixonei em especial pela música "Speak of the Devil" e em seguida pelo álbum todo intitulado Deadbeat Graffiti.

05- Catnapp - Break (2019) Alemanha


Catnapp é o nome artístico de Amparo Battaglia, cantora e produtora argentina, mas que mora em Berlim desde 2015, seu som underground passeia por muitos estilos, gêneros e possui elementos excêntricos e modernos, essa miscelânea interessante está potencialmente evidenciada no álbum "Break". Esse ótimo achado foi por conta da minissérie "Nada Ortodoxa", que inclusive teve a aparição de Catnapp em uma apresentação numa boate. Baita som!

04- Kaleida - Odyssey (2020) Reino Unido


Kaleida é uma dupla inglesa de electropop formada em 2013 pela vocalista Christina Wood e a tecladista Cicely Goulder, o EP "Think" lançado em 2015 é um chamariz perfeito para conhecer mais dessa sonoridade, que aliás está presente no filme "John Wick", na marcante cena da boate, MEMORÁVEL! "Odyssey" lançado esse ano traz um som delicioso que passeia pelo etéreo e o eletrônico, o nostálgico e o moderno, o íntimo e o sexy. 

03- Letrux - Em Noite de Climão (2017) Brasil

Letrux é o nome artístico de Letícia Pinheiro de Novaes, atriz, escritora, cantora, compositora e instrumentista brasileira. Fez parte da banda Letuce que chegou ao fim em 2016, desse modo surgiu Letrux e seu maravilhoso disco solo chamado "Em Noite de Climão", recheado de histórias e experiências que te fazem sentir e dançar, um pop de estilo único com melodias atraentes e que impregnam. >>>Álbum Completo<<<

02- Hot e Oreia - Rap de Massagem (2019) Brasil


Hot e Oreia é uma duo de rap/trap de Minas Gerais formada por Mario Apocalypse do Nascimento e Gustavo Rafael Aguiar. Em suas músicas há humor e política, batidas eletrônicas e vocais fluídos, destacam-se na construção da estrutura de suas faixas que, de certa forma, remetem à dramaturgia teatral pelo tom tragicômico. Improvisos provocativos, estilo nada convencional se sobressaem pelo som criativo, autoral e bem-humorado, tudo isso rodeado por críticas contundentes, o álbum contém 9 faixas, tendo 5 participações: Djonga, Rafael Fantini, Luedji Luna, Luiz Gabriel Lopes, e Marina Sena. Grande achado dessa quarentena, a dupla é sensacional e desconstroem o cenário sisudo do rap. >>>Álbum Completo<<<

01- Black Alien - Abaixo de Zero: Hello Hell (2019) Brasil


Black Alien, um dos artistas mais importantes da história do rap nacional nos presenteia com um álbum grandioso, letras sarcásticas, certeiras e sóbrias que expõem a sua própria sobriedade, sua batalha interna e o seu enfrentamento com a vida, são letras fortes, melancólicas, mas extremamente sinceras e carregadas de genialidade, além claro das batidas e dos belos arranjos, incluindo solos de sax, claramente sem defeitos, um álbum para se carregar para vida toda. Spotify acertou na recomendação! >>>Álbum Completo<<<

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

13 Bandas que Provam que o Rock Não Morreu! (13 Bands That Prove Rock Isn't Dead!)

Segue uma lista com bandas atuais de rock que comprovam que o gênero está vivíssimo e segue não só resgatando o que tem de melhor, mas também inovando e revelando artistas espetaculares. Confira:

13- Black Pistol Fire (Canadá)
Black Pistol Fire é um duo canadense formado em 2011 composto por Kevin McKeown na guitarra e vocal e Eric Owen na bateria, foram inspirados pelo blues, R&B e grandes nomes do rock, como Led Zeppelin, Chuck Berry, Nirvana, Buddy Holly e Muddy Waters. Um rock garagem á la anos 70 potente e marcante com toques de blues e punk, fazem um som direto e sem grandes artifícios, porém com imenso talento e trazendo o que o rock tem de melhor. Confira: Black Pistol Fire on Audiotree Live 

12- Reese McHenry (EUA)
Reese McHenry, da Carolina do Norte é uma força maravilhosa dentro do cenário do rock, voz impecável que nos remete a Janis Joplin e nos faz vibrar e se envolver, sua vida foi marcada por um acidente vascular cerebral e um diagnóstico de fibrilação atrial, mas diante desses percalços se voltou para a sua grande paixão e produziu canções profundas embebidas do mais puro rock'n'roll. Perfeita! Confira>>> Reese McHenry - Bye Bye Baby 

11- Ty Segall (EUA)
Ty Segall acumula álbuns fabulosos dentro do estilo garage rock e lo-fi misturado a toques psicodélicos, ele não cansa de produzir e tem uma gama de coisas boas para conferir, o mais recente trabalho chama-se "First Taste" e é certamente um dos grandes talentos da atualidade. Confira>>> Ty Segall - Taste

10- The Blue Butter Pot (França)
The Blue Butter Pot é um duo de heavy blues rock francesa. É um som grave, sujo e pesado, mas ainda assim cultiva a essência original do blues. O mais recente disco chama-se "Let Them Talk". Confira>>> The Blue Butter Pot - Checking the Levels

09- Jason Kane and The Jive (EUA)
Jason Kane and The Jive, natural do Texas é uma surpresa dentro do atual rock'n'roll, entre variadas bandas que tiveram holofote ela se destaca pela eletricidade selvagem e pelas doses envolventes de blues. Último disco lançado chama-se "Hellacious Boogie". Confira>>> Jason Kane & The Jive - Gypsy Kiss

08- Dirty Honey (EUA)
Dirty Honey é uma banda que bebe da fonte de clássicos como Led Zeppelin e o vocalista Marc LaBelle possui um timbre bastante semelhante ao do Axl Rose, vem na mesma linha da banda sensação Greta Van Fleet, porém isso tudo não tira o mérito, basta saber se para um álbum completo a identidade própria sobressairá, por enquanto há o EP "Dirty Honey". Confira>>> Dirty Honey - Rolling 7s

07- One Horse Band (Itália)
One Horse Band é um projeto fundado em 2015 em Milão que traz um único homem com uma máscara de cavalo tocando guitarra, banjo, bateria e trazendo o mais cru e puro blues e garage rock. Curioso e bizarro, mas vale demais conhecer. Último álbum lançado chama-se "Keep on Dancing". Confira>>> One Horse Band - Uh Hu Hu Yeah!

06- Jim Jones and the Righteous Mind (UK)
Jim Jones and the Righteous Mind é uma banda inglesa formada em 2014 que possui uma atmosfera deliciosa e inflamada, um som rasgado, enigmático, explosivo e original. Sonzeira! Último álbum lançado chama-se "CollectiV". Confira>>> Jim Jones & the Righteous Mind - Heavy Lounge #1

05- Henry's Funeral Shoe (País de Gales)
Henry's Funeral Shoe é um duo composto pelos irmãos Aled e Brennig Clifford, um som altamente viciante, orgânico, bruto, enérgico e refinado. Último disco lançado chama-se "Smartphone Rabbit Hole". Confira>>> Henry’s Funeral Shoe - High Shoulders Everywhere

04- Rival Sons (EUA)
Rival Sons já esteve por aqui nas indicações musicais e merece destaque por ser uma banda de identidade própria apesar de suas claras referências, com seis álbuns lançados, sendo o último o fenomenal "Feral Roots". Formada na Califórnia em 2009, a banda de aura setentista com influências de Blues Rock já fez parte de algumas turnês junto de várias lendas do rock, como AC/DC, Alice Cooper e Judas Priest. Com riffs pesados e vocal intenso, a banda é apontada como uma das mais interessantes e brilhantes do gênero na atualidade e ainda elogiada por grandes nomes do rock. Confira>>> Rival Sons - Too Bad

03- Black Coffee (EUA)
Black Coffee nasceu em 2017 em Columbus, Ohio, Influenciados pelos lendários Led Zeppelin, Black Sabbath, Van Halen, Aerosmith, AC/DC, entre outros, a banda vem com uma sonoridade vintage e empolgante, mas reinventando o rock com estilo e vigor. Por problemas ainda anunciarão um novo nome para a banda. Lançaram um álbum em 2018 chamado "Take One". Confira>>> Black Coffee - I Barely Know Her

02- Airbourne (Austrália)
Airboune é uma banda australiana de hard rock formada em 2003 pelos irmãos Joel O'Keeffe (vocal/guitarra) e Ryan O'Keeffe (bateria), bebem e muito da fonte do AC/DC e também Motörhead, já abriram diversos festivais para bandas consagradas e ainda possuem muitas de suas músicas em jogos eletrônicos, como Need for Speed e Guitar Hero. Um som característico dos clássicos do rock dos anos 70, pesado, cru e vibrante. Confira>>> Airbourne - Live in Copenhagen (2019)

01- Kadavar (Alemanha)
Kadavar é uma banda de hard rock/stoner rock/rock psicodélico formada em 2010 na Alemanha, influenciados pelos clássicos do rock setentista, como Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Jethro Tull, o som traz nostalgia, peso e autenticidade. O mais recente álbum lançado chama-se "For the Dead Travel Fast" (2019). Confira>>> Kadavar - Demons In My Mind

Bônus:

Jared James Nichols (EUA)
Jared James Nichols, natural de Wisconsin é um incrível vocalista e talentoso na arte de tocar guitarra sem palheta, o som é um blues rock contundente e vigoroso repleto de riffs excepcionais com melodias cheias de energia, já dividiu o palco com alguns dos maiores nomes da história do rock, como ZZ Top e Lynyrd Skynyrd, sem dúvidas merece muito ser conhecido. Confira>>> Jared James Nichols live - Blackstar Basement Session

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

10 Filmes Ambientados no Halloween

Segue uma lista de filmes ambientados na temática Halloween, que no Brasil é conhecido como Dia das Bruxas e no México como Dias dos Mortos, sem dúvidas todas as características envoltas nesta festividade fascinam, o lado sombrio permeado de fantasmas, monstros, zumbis, bruxas, abóboras, caveiras, morcegos e tantas outras infinidades de elementos trouxeram uma diversidade de filmes que vão desde o terror e comédia até o suspense e o drama, alguns o têm apenas como pano de fundo para o desenvolvimento, já outros trazem a atmosfera soturna para a narrativa. Confira a seleção:

10- "Elvira - A Rainha das Trevas" (Elvira - Mistress of the Dark - 1988) EUA
Elvira (Cassandra Peterson) é a anfitriã de um programa de baixo orçamento sobre filmes de terror, mas tudo pode mudar quando ela herda da tia Morgana (Cassandra Peterson) uma velha mansão em Fallwell, Massachusetts, uma pequena cidade com apenas 1313 habitantes. Ela sonha em vender a casa e ir para Las Vegas, mas encontra dois sérios problemas: o primeiro são os adultos da cidade, que ficam espantados com o modo de como ela se veste e se comporta. Liderados por Chastity Pariah (Edie McClurg), eles fazem forte oposição à presença de Elvira na localidade. O segundo problema é Vincent Talbot (William Morgan Sheppard), um tio de Elvira que não herdou nada, mas deseja obter de qualquer maneira um "livro de receitas" que também foi herdado por Elvira, que dará a ele imensos poderes para fazer diversos tipos de bruxarias.

09- "Os Fantasmas se Divertem" (BeetleJuice - 1988) EUA
Após morrerem quando o carro deles cai em um rio, Barbara Maitland (Geena Davis) e Adam Maitland (Alec Baldwin) se veem como fantasmas que não podem sair da sua casa de campo na Nova Inglaterra, pois antes que possam ganhar suas asas têm que ocupar a casa como fantasmas pelos próximos cinquenta anos. A paz é rompida quando Charles (Jeffrey Jones) e Delia Deitz (Catherine O'Hara), um casal de novos-ricos, compra a casa. Mas os Maitland são inofensivos como fantasmas e os esforços para espantar os compradores acaba em fracasso. E se o casal não fica apavorado, Lydia Deitz (Winona Ryder), a excêntrica e dark filha deles, pode ver e falar com Barbara e Adam, que contratam os serviços de um Beetlejuice (Michael Keaton), um "bio-exorcista", para apavorar os moradores, apesar de sentirem simpatia por Lydia. Mas logo a situação foge do controle.

08- "A Dama de Branco" (Lady in White - 1988) EUA
Quando um garoto fica trancado no vestiário da escola durante uma brincadeira do Dia das Bruxas, não poderia imaginar que viveria uma experiência inesquecível, quando uma garotinha aparece na escuridão para falar com ele. Ela é uma das dez crianças assassinadas por um psicopata.

07- "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (Sleepy Hollow - 1999) EUA/Alemanha
Em 1799, uma série de crimes envolvendo inocentes acontece no pequeno vilarejo de Sleepy Hollow. Para investigar o caso, é chamado o detetive nova-iorquino Ichabod Crane, um excêntrico e determinado oficial de polícia com um jeito vanguardista de solucionar crimes. Os métodos investigativos de Ichabod serão postos à prova neste caso, envolvendo um ser sobrenatural que pode ser o causador de todos os crimes.

06- "Contos do Dia das Bruxas" (Trick 'r Treat - 2007) EUA
Na noite do Halloween, uma pequena cidade descobrirá que algumas tradições nunca devem ser esquecidas. Um casal quebra uma lanterna de abóbora antes da meia-noite, quatro mulheres são perseguidas por um mascarado, alguns garotos travessos descobrem um terrível segredo enterrado e um eremita rabugento recebe uma soturna visita. As travessuras de Halloween podem ser mortais quando as mais variadas criaturas – humanas ou não – tentam sobreviver à mais assustadora noite do ano.

05- "Viva: A Vida é Uma Festa" (Coco - 2017) EUA
Um jovem aspirante a músico chamado Miguel (voz do novato Anthony Gonzalez) embarca em uma extraordinária viagem à terra mágica de seus ancestrais. Lá, Heitor (voz de Gael García Bernal), um encantador malandro, torna-se um inesperado amigo que ajuda Miguel a descobrir os mistérios por trás das histórias e tradições de sua família.

04- "Hurt" (2018) EUA
Rose se muda para uma casa na floresta para ficar perto de sua irmã, após seu namorado ir para guerra, e as coisas tomam caminhos assustadores quando a noite de Halloween chega.

03- "Mistérios da Carne" (Mysterious Skin - 2004) EUA
Aos 8 anos, Brian Lackey (Brady Corbet) acordou do lado de fora de sua casa com o nariz sangrando, sem ter ideia de como tinha chegado lá. Depois do incidente ele nunca mais foi o mesmo: tem medo do escuro, urina na cama e é assombrado por pesadelos. Agora, aos 18 anos, ele acredita ter sido abduzido por alienígenas. Neil McComick (Joseph Gordon-Levitt), também de 18 anos, é um adorável forasteiro, o rapaz que todos admiram a distância. Quando seus caminhos se cruzam, eles descobrem que as memórias mais importantes de suas vidas não são o que parecem.

02- "Amor em Dobro" (Twin Falls Idaho - 1999) EUA
Blake (Mark Polish) e Francis Falls (Michael Polish) são literalmente grudados, tímidos moram em um hotel decadente e sonham reunir-se com sua mãe biológica, que os abandonou. Eles encontram sua porta de entrada para o mundo exterior através de uma excêntrica jovem prostituta chamada Penny (Michele Hicks). Eles concordam em participar de uma festa de Halloween com Penny e fingir estar vestindo uma fantasia de irmãos siameses. O filme ainda trata sobre seus problemas de saúde, a evolução da relação entre os irmãos e a relação de amizade com Penny. "Twin Falls Idaho" é fascinante, sua aura de mistério absorve, exibe sutilezas e uma melancolia arrebatadora, além de ser extremamente empático. Saiba+

01- "Os Garotos nas Árvores" (Boys in the Trees - 2016) Austrália
É Halloween em 1997, e também a última noite na escola para dois adolescentes skatistas, que vão deixar para trás a fase escolar e adentrar na famosa fase adulta. Mas, para um deles, Corey (Toby Wallace), alguns assuntos do passado ainda precisam ser resolvidos envolvendo Jonah (Gulliver McGrath), um velho conhecido da infância. Para isso, os dois vão embarcar em uma viagem apavorante através de suas memórias, sonhos e medos. Dirigido por Nicholas Verso é um filme que utiliza elementos sombrios para metaforizar a difícil passagem para a fase adulta, apesar da fantasia que o envolve não há floreios ou qualquer mera justificativa para o tédio, o bullying, os traumas e o desejo de aceitação. É o universo adolescente que pulsa e que desperta como um animal selvagem. Saiba+


E como última dica deixo o projeto/banda mais macabro e que mais se enquadra nessa vibe de Halloween, "Dead Man's Bones" do ator Ryan Gosling. Saiba+

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Verão (Leto)

"Verão" (2018) dirigido por Kirill Serebrennikov (O Estudante - 2016) é um filme interessante e original sobre o cenário efervescente do Rock and Roll nos anos 80 em plena União Soviética, os artistas celebravam a cultura considerada inimiga e adaptavam canções clássicas para um formato aceito pela censura, assim acontecia também com as originais que precisavam passar por um crivo rígido, a juventude apesar de rebelde possuía cautela na hora de compor e com inteligência inseriam metáforas para dizer o que queriam, o tom se encaixava na comédia e dessa maneira se livravam da terrível censura que julgava tudo ofensivo ou até traição à pátria.
No verão de 1981, o rock underground chegava na Rússia Soviética, mais precisamente em Leningrado, onde hoje localiza-se a cidade de St. Petersburg. Sob a influência de artistas internacionais, como Led Zeppelin e David Bowie, o rock vibrava na cidade, marcando o nascimento de uma nova geração de artistas independentes. O jovem Viktor Tsoi (Teo Yoo) ganhou fama internacional e tornou-se o primeiro grande representante russo do gênero, foi o fundador e líder da banda Kino. Além da música, ele também ficou conhecido pelas polêmicas relacionadas a sua vida pessoal, como o triângulo amoroso que viveu junto com o seu mentor musical, Mike (Roman Bilyk), vocalista da banda Zoopark e a esposa dele, Natasha (Irina Starshenbaum).  
Somos absorvidos por uma realidade contagiante e por vezes fantasiosa, a imersão nesse passado não muito distante é repleto de estilo e captura com excelência toda a aura opressiva e ao mesmo tempo borbulhante dessa época, certamente o que mais chama a atenção são as inserções musicais que possuem humor e excentricidade, nesses momentos surge uma espécie de narrador que com placas indica: "isto não aconteceu", são devaneios que contrastam com o quanto os artistas eram podados e que para criar era necessário moldar ou esconder muitas coisas, os ídolos do ocidente, David Bowie, Iggy Pop, Talking Heads, Lou Reed faziam a cabeça da juventude, mas as versões das músicas famosas e as composições não pareciam rock e a necessidade de mudar era cada vez mais intensa, porém a realidade não permitia e tudo o que tinham era a amizade e o mesmo sonho que os unia, assim foi com Viktor e Mike, personagens centrais da trama, e tantos outros que  se destacaram na cena do rock soviético. Em meio a isso ainda acontece um triângulo amoroso vivido por Natasha, Mike e Viktor, uma intensa e complexa relação, eram unidos pela admiração e os desejos em comum.

É um filme cheio de ironias e provocações, um ótimo exemplar para conhecer artistas que driblaram o regime autoritário e conseguiram se inspirar em grandes músicos, como Lou Reed, e mesmo com tantas restrições compunham e se apresentavam, a busca pela liberdade nesse ambiente tão castrador só acontecia por conta da união deles e na maioria das cenas é destacado essa integração e o desejo de fazer acontecer, era a necessidade de dar voz mesmo que em formas adaptadas.

"Verão" é surpreendente, belo visualmente e imersivo em sua ambientação, traz com humor e acidez perspectivas interessantes da realidade musical na Rússia do período do regime comunista, por exemplo, ao retratar o como a plateia deveria se comportar durante um show ou as inúmeras restrições que os músicos deveriam seguir para subir ao palco, e certamente o ponto de mais destaque são as intervenções musicais que têm o propósito de quebrar a rigidez e lançar um pouco de cor à história. 

terça-feira, 25 de junho de 2019

Quem Cantará as Suas Canções? (Quién te Cantará)

"Quem Cantará as Suas Canções?" (2018), terceiro longa dirigido por Carlos Vermut (A Garota de Fogo - 2014) é um filme estiloso, intenso, carregado de mistério e complexidades, a sua estética apurada e sua narrativa elaborada detém a atenção, além de ser coroado por interpretações poderosas. Há algo de Almodóvar em seu jeito, tanto na abordagem e personagens, como no estilo e suas cores, o cineasta Carlos Vermut possui uma assinatura bastante fascinante que garante ótimos estudos de personagens.
Lila (Najwa Nimri), uma cantora famosa aposentada precisa retomar a carreira por questões financeiras. Um pouco antes do grande retorno aos palcos, ela sofre um grave acidente e acorda com amnésia. Para controlar a situação, surge Violeta (Eva Llorach), uma imitadora anônima, que recebe a função de garantir o regresso triunfal da ex-diva.
Acompanhamos Lila, uma cantora que está há dez anos sem conceber nada, ao se ver obrigada a retornar tenta o suicídio e termina com amnésia, ela não consegue de forma alguma voltar ao estrelato e tão pouco se reconectar consigo mesma, em paralelo vemos Violeta, fã incondicional de Lila, mãe solteira lida com os rompantes violentos da filha adolescente e para sustentá-la trabalha em um bar karaokê, onde no fim da noite interpreta as canções de seu ídolo, já Blanca (Carmen Elias), empresária de Lila está preocupada com o futuro da carreira muito mais por ambição do que qualquer outra coisa. Lila carrega uma feição estática, parece vazia, numa noite vendo alguns clipes seus se depara com o cover de Violeta, se impressiona pela semelhança e Blanca tem a ideia de procurá-la e oferecer a oportunidade de Violeta ensinar Lila a ser ela novamente, claro que antes de ser contratada é testada para saber se poderá ter confiança. Violeta tem a chance de estar lado a lado com a mulher que idolatra, àquela que dá propósito à sua vida, enquanto essa relação intrigante se estabelece conhecemos mais um pouco de Violeta, sua submissão em relação a filha Marta (Natalia de Molina) e sua apatia diante o restante, sua única alegria é o momento em que encarna Lila no palco do karaokê. De repente, possui a missão de ensinar Lila a ser ela novamente, mas as coisas não funcionam exatamente como combinado e o que nasce a partir desse envolvimento é uma simultaneidade perturbadora e complexa.
A história é envolta por um elegante mistério e seus desdobramentos hipnotizam, as duas mulheres em cena possuem uma força magnética incrível e somos enredados pela atmosfera enigmática, outro ponto a se destacar são as cenas musicais, a maioria interpretadas realmente por Najwa Nimri, que também é cantora e compositora, as canções "Como um Animal" e "Procuro Olvidarte", são melodias excessivamente emocionais e compõem o todo com uma beleza melodramática singular.

Lila é lacônica e Violeta é apática, o encontro revela similaridades e conforme se desenvolve se misturam e renascem, não há sequer um momento desperdiçado, como os diálogos que fazem Lila relembrar de seus gostos e de seus movimentos no palco que agora considera exagerados. Violeta se mostra tão mais talentosa que Lila e passo a passo descobrimos mais sobre o passado dessa diva, e segredos vêm à tona refletindo obscuridades sobre sua personalidade.

"Quem Cantará as Suas Canções" é um filme primoroso que desnovela-se com elegância, não há pressa e sentimentos ambíguos permeiam as cenas, acontece um jogo excepcional entre essas duas mulheres e surpreende até o momento final. Carlos Vermut se configura entre os cineastas espanhóis mais originais atualmente. 

terça-feira, 11 de junho de 2019

Vox Lux - O Preço da Fama (Vox Lux)

"Vox Lux" (2018) dirigido por Brady Corbet (A Infância de um Líder - 2016) é um filme interessante e narra de forma inconvencional o rumo ao estrelato de uma cantora pop, vemos desde o nascimento vindo de um evento trágico à sua ascensão e fama e seu declínio justamente por toda a glória envolvida em torno de si. A trama cutuca fundo e retrata o quão descarado e perturbador pode ser esse cenário, a indústria da música que cria e constrói artistas presos a um universo paralelo à base de mentiras e obscuridades. Isso por si só eleva a qualidade do longa e vem para bater de frente com filmes que romantizam e fazem endeusar ainda mais essas pessoas. 
Celeste (Natalie Portman) é uma estrela pop que vem para o sucesso como resultado de circunstâncias anormais. O filme é ambientado entre 1999 e os dias atuais, e segue a ascensão de Celeste das cinzas de uma grande tragédia nacional para o estrelato pop. Esta odisseia de 15 anos acompanha a evolução cultural importante do século XXI através de seu olhar.
Somos introduzidos à história secamente e incomoda o rumo que toma, Celeste sobrevive a um tiroteio em sua escola de música e é exposta pela mídia e todos se compadecem, ela e a irmã apresentam uma canção própria, uma forma de homenagem e logo ela é inserida no mercado fonográfico já que possui talento e carisma, as músicas ganham roupagens pop, mas o fato é que as letras não são escritas por ela, mas pela irmã, que no decorrer termina sendo sua sombra e esquecendo de viver sua própria vida. Celeste possui bastante vontade e interesse de crescer e se tornar uma estrela e tudo contribui para que isso se concretize, a tragédia foi primordial para que ganhasse a fama e o desenrolar demonstra situações estranhas e desagradáveis dos bastidores .
O filme é dividido em capítulos, mas a verdade é que possui duas partes e, infelizmente, não há uma continuidade instigante e fluída, a quebra corta a sensação da então chocante primeira parte, somos empurrados sem dó e encontramos Natalie Portman performando, cheia de caras e bocas e extremamente perturbada, ela está retornando aos palcos depois de muitos contratempos e observamos sua instabilidade com a realidade. Apesar de todo o esforço impecável de Natalie Portman quem se sobressai é a jovem Raffey Cassidy, seu olhar passa todo o entusiamo pela carreira e assume uma personalidade forte mesmo aparentando inocência, é claro que as responsabilidades a fizeram se encontrar mais cedo com o mundo adulto e as consequências disso vemos na segunda parte.

É um filme musical, mas é diferente na forma, as canções tem em sua essência a característica repetitiva e mecânica, a trilha sonora foi composta por quem entende do assunto, a cantora Sia. Celeste em dado momento cita que suas músicas são criadas para as pessoas não pensarem enquanto escutam, o tom que o filme adota em não evidenciar o talento e expor a falta de emoção é para demonstrar o quão automatizado é por trás da vida de uma estrela pop. 
Celeste é perturbada, não tem uma relação afetuosa com a filha, que foi criada pela irmã, vivida por Stacy Martin, há uma confusão na segunda parte, já que usaram Raffey Cassidy para interpretar a filha melancólica de Celeste. Impressiona em muitas cenas pela visceralidade de seus rompantes, como na cena em que Celeste se desmonta no banheiro enquanto a irmã tenta acalmá-la. Instantaneamente vêm à mente nomes de inúmeras artistas pop que explodem, depois se destroem e mais tarde tentam um recomeço.

"Vox Lux" é um filme pretensioso e isso não significa que seja ruim, ao contrário, ele propõe uma visão diferente sobre a indústria musical e as celebridades criadas, além de pincelar variados assuntos que a permeiam e suas consequências, há um vazio imenso nisso tudo e por isso pode aparentar que o filme também seja. O diretor Brady Corbet tem um estilo bastante interessante e mesmo com o descompasso e um certo excesso a obra gera boas e importantes reflexões.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Heavy Trip (Hevi Reissu)

"Heavy Trip" (2018) dirigido por Jukka Vidgren e Juuso Laatio é um filme que traz o que mais representa a Finlândia, o metal, e o que se destaca são as variáveis de humor que vai desde o absurdo e seco ao bobo e surreal, além da trilha sonora que é um deleite e traz canções originais concebidas pelo diretor Juuso e o integrante da banda Mors Subita, conta também com outras bandas finlandesas, como Mokoma e Diablo. O filme traz a aura musical do país e coloca de forma divertida todas as características e estereótipos envolvendo o gênero.
Um jovem está tentando superar seus medos liderando a banda de heavy metal mais desconhecida para o festival de metal mais famoso da Noruega. A jornada inclui heavy metal, roubo de túmulos, um paraíso viking e um conflito armado entre a Finlândia e a Noruega.
Numa pacata cidadezinha rural no norte da Finlândia acompanhamos o jovem desajustado Turo (Johannes Holopainen) que trabalha em um hospital psiquiátrico como faxineiro, ele e seus três amigos Pasi (Max Ovaska), Lotvonen (Samuli Jaskio) e Jyrki (Antti Heikkinen) cansados de tocar covers decidem compôr algo original, mas não é algo simples e fácil, já que tudo que começam a fazer se parece com outras coisas, ainda mais que Pasi é uma enciclopédia do metal e reconhece riffs sem esforço, aliás esse personagem encarna perfeitamente o estereótipo envolvendo o metal, desde o codinome, o corpse paint e a vibe melancólica e trevosa, já o baterista Jyrki é animado e sempre encara as situações como oportunidade, ele dá a maioria das ideias, mas é o baixista Lotvonen que tem o insight da música quando no matadouro de renas de seu pai escuta o estraçalhar do animal passando pela máquina. A obra-prima então é composta, "Flooding Secrations", aí gravam uma demo e numa chance que aparece do nada e muito loucamente a dão para Frank (Rune Temte), o organizador de um festival na Noruega, o sonho de tocar lá parece que irá se realizar e a fofoca se espalha pela cidadezinha e todos começam a bajulá-los, os meninos ficam famosos entre os habitantes e até desbancam o cantor pop mais famoso do local, Jouni Tulkku (Ville Tiihonen), eles são convidados a abrir o show para ele, só que Turo é muito inseguro e vomita, o que acaba sendo depois sua marca registrada. A banda é nomeada "Impaled Rektum" e o estilo é denominado como "metal sinfônico pós-apocalíptico de trituração de renas e guerra pagã extrema abusadora de Cristo", uma clara sátira aos tantos subgêneros dentro do metal, e é isso o tempo todo, uma história divertida e movimentada sobre uma banda de uma cidade caipira que sonha tocar num festival na Noruega e para isso enfrentam as mais absurdas situações.

Chega um ponto em que eles precisam pegar a estrada e tentar de todas as maneiras chegar à Noruega mesmo não sabendo se poderão tocar, depois de muitas loucuras e inesperados acontecimentos, como o maluco do hospital psiquiátrico que Turo trabalha no lugar de Jyrki, eles roubam a van de Jouni e partem, no caminho passam por episódios absurdos incluindo explosões e terminam a viagem num barco viking. Claro que o grand finale é o show e a surpreendente apresentação. É uma viagem em todos os sentidos e a história garante ação, diversão e uma enorme dose de metal, para apreciação do todo com certeza é necessário ter o gosto pela cultura do heavy metal.

"Heavy Trip" tem um enredo divertido e todos os personagens possuem características simpáticas e até ingênuas, e o lado maldito que acompanha o metal se torna engraçado, uma surpresa agradável vinda da Finlândia, país famoso pela exportação de inúmeras bandas e também pelo grande apoio e amor à música pesada. Que venham mais filmes destinados ao metal!