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sábado, 24 de fevereiro de 2018
15 Filmes sobre Sonhos (15 Dream Movies)
Segue uma lista que explora o universo dos sonhos, suas camadas, seus mistérios, suas belezas, o onírico se mesclando à realidade, são diversas as obras que passeiam por essas características, portanto, os listados são apenas uma pequena amostra do quão fascinante é quando inconsciente e consciente se unem.
Cesar (Eduardo Noriega) é jovem, rico e bonito. Em torno dele, duas mulheres (Penélope Cruz e Najwa Ninri), mas uma armadilha do destino vai fazer com que ele viva um pesadelo terrível. Tudo começa com um acidente, em que sua namorada morreu e seu rosto foi desfigurado e, para piorar as coisas, ele foi acusado de assassinato e condenado. Ainda na prisão, se submete a várias cirurgias e consegue recuperar seu belo rosto. Mas começa a apresentar um comportamento estranho, que intriga o psiquiatra local.
14- "Sonhando Acordado" (La Science des Rêves - 2006) de Michel Gondry
Stephane Miroux (Gael García Bernal) vê seus sonhos invadirem constantemente a vida real. Quando dorme, se transforma no carismático apresentador do programa "Stephane TV", explicando sua "ciência dos sonhos" na frente das câmeras de papelão. Na vida real, tem um trabalho chato numa editora de calendários em Paris. Ele flerta com a vizinha Stephanie (Charlotte Gainsbourg), mas a moça não está disposta a encarar alguém como ele. Guy (Alain Chabat), colega de trabalho de Stephane, até tenta ajudá-lo na conquista, mas nada funciona. Incapaz de chegar ao coração de Stephanie na vida real, Stephane procurará as respostas em seus sonhos.
13- "Ladrão de Sonhos" (La Cité des Enfants Perdus - 1995) de Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro
Krank (Daniel Emilfork) envelhece numa nebulosa torre aquática por não poder sonhar e tenta resolver a sua limitação sequestrando as crianças das cidades vizinhas para lhes roubar os sonhos. One (Ron Perlman), um caçador de baleias, forte como um cavalo, sai em busca de Denree, seu irmão mais novo que fora sequestrado pelos homens de Krank. Com a ajuda da menina Miette (Judith Vittet), logo eles chegam na cidade das crianças perdidas.
12- "Rabbits" (2002) de David Lynch
É assustador, estranho e até mesmo engraçado. Rabbits é a mãe e o pai de todos os pesadelos. A atuação, os movimentos, as luzes e as câmeras nos levam ao pavoroso e indecifrável mundo do subconsciente, do qual nunca mais iremos querer acordar.
11- "Alice" (Neco z Alenky - 1988) de Jan Svankmajer
Quando Alice seguiu o Coelho Branco no País das Maravilhas, iniciou-se assim uma surpreendente e perigosa aventura onírica pelo mundo infanto-juvenil. O animador tcheco Jan Svankmajer criou uma obra-prima, interpretando de maneira mais surreal e absurda possível o clássico conto de Lewis Caroll. Combinando técnicas de animação e atores reais, ele deu uma nova e fascinante dimensão para uma das melhores fantasias já escritas.
10- "Dream" (Bi-Mong - 2008) de Ki-duk Kim
Jin acorda depois de ter sonhado com um acidente de trânsito ao estar seguindo sua ex-namorada. Guiado pelo sonho, chega até o lugar dos fatos e ali se encontra com o acidente, que realmente aconteceu, e que aconteceu exatamente igual ao seu sonho. Ele segue a polícia até a casa da suspeita, Ran, e alí é testemunha de como ela nega a acusação de atropelamento e fuga, já que declara ter dormindo toda a noite. Jin explica seu sonho aos policiais e pede que acusem ele no lugar dela. A polícia o vê como um louco e prende Ran. Jin logo percebe que, cada vez que ele sonha, Ran, sonâmbula, representa inconscientemente seu sonhos na vida real.
09- "O Congresso Futurista" (The Congress - 2013) de Ari Folman
Uma atriz em fim de carreira (Robin Wright) decide aceitar uma proposta ousada, mas muito bem paga, para ter melhores condições de cuidar de seu filho, portador de deficiência física. Segundo o acordo, ela deve colaborar com uma empresa que vai fazer uma versão digital de sua imagem, criando assim uma atriz virtual idêntica à ela mesma. Enquanto a empresa pode utilizar essa imagem virtual para os fins que desejar, a atriz real será proibida de atuar até o resto de sua vida. Aos poucos, ela começa a perceber as consequências catastróficas da atitude que tomou.
08- "A História de Marie e Julien" (Histoire de Marie et Julien - 2003) de Jacques Rivette
Julien (Jerzy Radziwilowicz) é um relojoeiro frustrado de 40 anos, que está chantageando Madame X (Anne Brochet): ele sabe de coisas misteriosas que a envolvem no tráfico de objetos antigos, mas desconhece a ligação entre ela e a sublime Marie (Emmanuelle Béart), por quem Julien havia se apaixonado perdidamente cerca de um ano antes. Tendo reencontrado a amada, ele percebe que algo mudou no seu comportamento: apesar do seu crescente amor por Julien, Marie parece incapaz de encontrar a sensação das coisas. Julien fará o que puder para ajudar Marie a se liberar desse estado.
07- "Cidade dos Sonhos" (Mulholland Dr. - 2001) de David Lynch
Um acidente automobilístico na estrada Mulholland Drive, em Los Angeles, dá início a uma complexa trama que envolve diversos personagens. Rita (Laura Harring) escapa da colisão, mas perde a memória e sai do local rastejando para se esconder em um edifício residencial que é administrado por Coco (Ann Miller). É nesse mesmo prédio que vai morar Betty (Naomi Watts), uma aspirante a atriz recém-chegada à cidade que conhece Rita e tenta ajudar a nova amiga a descobrir sua identidade. Em outra parte da cidade o cineasta Adam Kesher (Justin Theroux), após ser espancado pelo amante da esposa, é roubado pelos sinistros irmãos Castigliane.
06- "Corpo e Alma" (Testről és Lélekről - 2017) de Ildikó Enyedi
Uma história de amor que começou em sonho, literalmente. Numa dualidade entre o dormir e o acordar, duas pessoas que não se conhecem têm sonhos exatamente iguais, e acabam se encontrando diariamente todas as noites nesse mundo paralelo de fantasia. Quando chega a hora de se encontrarem de verdade, a situação se mostra ainda mais complexa. Saiba+
05- "Paprika" (Papurika - 2006) de Satoshi Kon
Num futuro próximo, o Dr. Tokita (Tôru Furuya) inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a Dra. Atsuko Chiba (Megumi Hayashibara), psicoterapeuta e pesquisadora de ponta, desenvolve um tratamento psiquiátrico revolucionário a partir do aparelho. Mas, antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o DC-Mini é roubado. Quando vários dos pesquisadores do laboratório começam a enlouquecer e a sonhar em estado de vigília, Atsuko assume seu alter-ego, Paprika, a bela "detetive de sonhos", para mergulhar no mundo do inconsciente e descobrir quem está por trás da tragédia.
04- "Sereia" (Rusalka - 2007) de Anna Melikyan
Era uma vez, uma garota chamada Alisa, que morava numa cidade litorânea, cantava no coral, sonhava em ser bailarina e tinha um dom: transformar desejos em realidade. Aos seis anos, ela parou subitamente de falar e passou a frequentar uma escola especial. Aos 17 anos, se mudou para Moscou e o destino a levou a conhecer um homem com um profundo desejo de ser salvo e protegido. Alisa decidiu ajudá-lo, sem saber que sua vida mudaria para sempre. Saiba+
03- "O Fantasma da Sícilia" (Sicilian Ghost Story - 2017) de Antonio Piazza e Fabio Grassadonia
Giuseppe (Gaetano Fernandez) é um corajoso garoto de 13 anos de idade, que desapareceu nas mediações de uma misteriosa floresta localizada na pequena aldeia em que vivia. A única pessoa que parece não se conformar com o sumiço dele é a pequena Luna (Julia Jedlikowska), que está disposta a enfrentar todos os perigos para resgatar seu amigo. Saiba+
02- "Acordar para a Vida" (Waking Life - 2001) de Richard Linklater
Após não conseguir acordar de um sonho, um jovem passa a encontrar pessoas da vida real em seu mundo imaginário, com quem têm longas conversas sobre os vários estados da consciência humana e discussões filosóficas e religiosas.
01- "Sonhos" (Dreams - 1990) de Akira Kurosawa
"Sonhos" é uma obra baseada em sonhos verdadeiros que Kurosawa teve ao longo de sua vida, dividido em oito segmentos destaca-se alguns temas bem recorrentes, como a morte e a guerra. Somos contemplados por tradições e passeamos pela cultura japonesa. Por mais que se fale deste filme nunca será o suficiente, é daqueles que toda vez que é assistido tira-se algo de novo. Saiba+
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Genesis - Nacho Cerdá - Trilogia da Morte
Depois de ter assistido "Aftermath" surgiu a curiosidade sobre o diretor Nacho Cerdá, previamente senti apenas repulsa pelo curta dito acima, mas vendo a trilogia composta por "Awakening" (Despertar), "Aftermath" (Morrer) e "Genesis" (Renascer) pode-se concluir que é uma obra e tanto. Nacho utiliza da violência das imagens, mas não é à toa, a mensagem é clara e objetiva. A sua maneira de narrar as histórias são cruas, sem artifícios, não é hipócrita, ele fala sobre a degradação humana, a solidão, a morte, e é exatamente por isso que desagrada a maioria. Mesmo longe dos holofotes, ele tem admiradores de sua arte e muitos prêmios em seu currículo. Terror poético é o mais próximo de uma definição para seus trabalhos. Ele nos desperta para a realidade, mostrando sentimentos adormecidos como a violência e o como lidamos com ela. Os três curtas são marcados pelo suspense e a solidão que aponta a alma humana, e é por isso que o silêncio é tão bem trabalhado, a não ser pelas maravilhosas trilhas que compõem o clima melancólico e por vezes surreal.
"Awakening" (1990) é o primeiro curta e é simplista, nada especial aparentemente, ele mostra um estudante que acaba dormindo durante a aula. E quando acorda, o tempo e todos ao seu redor estão parados. É incrível a capacidade de provocação, não se espera que aconteça nada, porém o desfecho é super eficiente e manda a mensagem. Assista aqui!
"Aftermath" (1994), o segundo e, talvez, o mais polêmico se refere a morte e não poupa o espectador com imagens fortes. É um curta super bem feito, o visual impressiona e a interpretação é angustiante. Ele conta o fascínio de um legista ao manejar os corpos de vítimas que foram assassinadas. Retratando o quão pífia é a mente do ser humano, e também como somos frágeis em relação a vida. Ao final somos apenas um monte de carne em decomposição que fica à mercê de sei lá o quê. É claro que é perturbador, pois tudo que nos tira da nossa zona de conforto e faz pensar acaba provocando de certa forma. Assista: Parte 1, Parte 2.
"Genesis" (1998), o terceiro curta e o motivo desta postagem é uma obra impecável, sublime em termos técnicos e o que ele nos propõe a pensar.
A história conta sobre um escultor que perde sua mulher de forma trágica, desde então não consegue suportar a solidão que o culmina. Assim decide esculpir sua mulher nos mínimos detalhes, em toda a sua perfeição. Ele trabalha de forma minuciosa, esculpindo milimetricamente, e isso de alguma forma o preenche, ele coloca todo o seu amor e toda a sua alma em sua arte. Tornando-se divino. Apenas restando os retoques, ele percebe algo estranho, chegando perto descobre fios de sangue a sair da estátua. E com o tempo essas fissuras aumentam, tornando-se quase viva. Em contrapartida, o escultor faz o processo inverso, ele vai se tornando rígido. Cada fissura que se abre, ele vai sendo tomado por um aspecto enrijecido o fazendo estátua. E sua mulher esculpida com a perfeição se faz humana, renascendo.
A fotografia é imensamente bela e poética, assim como a trilha sonora e o clima, tudo é muito assustador, mas de uma beleza sem limites. Simplesmente paralisa-se diante do que está vendo. Não há uma linha de diálogo, tudo é exposto em forma de gestos e olhares profundos, expressões corporais, delicadeza, intensidade. Os closes nos presenteia com imagens extremamente sensoriais. Os simbolismos se dão nos pequenos detalhes. É preciso assistir mais de uma vez para poder captar o valor da obra. É uma metáfora do artista que se consome para dar vida a sua criação. O ator Pep Tosar é de uma sensibilidade impressionante, seus olhos dizem muito. Inclusive ele também atuou em "Aftermath" (o legista doentio). "Genesis" é um curta premiadíssimo. Vale a pena compartilhar conteúdos deste nível. O curta mescla grandeza poética com certo medo e terror interno. Fica-se atônito ao assisti-lo. Veja aqui!
Nacho Cerdá além desses curtas também dirigiu o filme "Os Abandonados" de 2006, que conta a história de uma mulher adotada por uma família norte-americana e que decide viajar para a Rússia com o objetivo de encontrar informações sobre seus pais biológicos. Chegando em uma área isolada do país, ela recebe a notícia de que sua família desapareceu há 40 anos, deixando apenas uma casa velha e abandonada como herança. No lar, encontra a estranha figura de seu irmão gêmeo e percebe os horrores que aquele lugar guarda.
terça-feira, 15 de maio de 2012
O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder
"Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?", pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de "O Mundo de Sofia". Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder, a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega a Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho ganham vida, transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia. "O Dia do Curinga" é a história de muitas viagens fantásticas que se entrelaçam numa viagem única e ainda mais fantástica - e que só pode ser feita por um grande aventureiro: O leitor.
Tudo começa quando na viagem, param em um posto de gasolina de uma só bomba, e um anão os atende, ao pedido da indicação de um bom caminho, ele indica um desvio até um povoado chamado Dorf, caminho este que, Hans-Thomas e seu pai descobrem depois, ser mais longo. Ainda no posto, o anão dá a Hans-Thomas uma lupa que diz ter sido feita por ele mesmo, com um pedaço de vidro encontrado no estômago de um cervo. Eles chegam a Dorf e passam a noite lá. Hans-Thomas passeia pela cidade, enquanto o pai se diverte no bar do hotel. Passando por uma padaria se encanta por um aquário na vitrine, percebendo que nele faltava um pedaço do mesmo tamanho do vidro de sua lupa. Ao ver que Hans-Thomas tinha aquela lupa, o padeiro convidou-o para entrar, lhe serviu um refrigerante de pera e lhe deu um saco com quatro pães doces. Ele falou para Hans comer o maior pãozinho apenas quando estivesse sozinho. E disse também que um dia serviria para o menino uma bebida muito mais gostosa que aquele refresco. A noite, ele comeu o pãozinho e encontrou dentro dele um livrinho, um pouco maior que uma caixa de fósforos, escrito com letras minúsculas. Usando a lupa que ganhara do anão, ele começou a leitura do livro. E a partir daí, enquanto seguiam viagem, Hans foi lendo o livrinho e descobrindo os mistérios escondidos nele, ao mesmo tempo que descobria que seu pai adorava filosofar sobre a vida.
O livro escrito pelo padeiro conta a história dele próprio (Ludwig, um ex-soldado) e de seu mestre Albert, que lhe ensinara a arte da panificação. Cada um vai contando sua história de vida, e como seus destinos são entrelaçados. Certa vez um marinheiro chamado Hans naufragara em uma ilha, e encontrara uma "sociedade" um tanto estranha, que logo descobre ter sido criada por Frode, outro náufrago da ilha.
O navio de Frode naufragara e ele ficara anos e anos sozinho, apenas com um baralho para lhe fazer companhia. Ao longo dos anos o baralho se desgastara a ponto de ficar quase impossível distinguir uma carta da outra. Frode, há muitos anos solitário, conversava com suas cartas e, em sua imaginação, elas respondiam. Ele imaginava cada carta como uma pessoa anã. Cada um tinha seu temperamento e personalidade, havendo semelhanças entre números e naipes. Certa vez, perambulando pela ilha, Frode vê o valete de paus e o rei de copas andando, exatamente como ele os havia imaginado, e logo, surgiram todo o resto do baralho. Então, Frode passa a conviver com as cartas, que tinham um pensamento muito limitado, principalmente por causa de uma certa "bebida púrpura", que era deliciosa, promovendo reações indescritíveis ao ser ingerida, mas que em excesso destruía a mente. E após exatos 52 anos da chegada das primeiras cartas, Hans chega à ilha. Este se espanta muito e não sabe se pode crer no que seus olhos veem. Após Frode explicar-lhe tudo sobre a ilha, inclusive sobre o curioso calendário inventado por ele, revela que o dia seguinte seria o dia do curinga, um dia extra no calendário da ilha. Neste dia havia uma festa em que todos jogavam o "jogo do curinga". O curinga era um anão que tinha aparecido depois dos outros e nunca se inebriara com a bebida púrpura, sendo, portanto, o único ser pensante da ilha, além de Frode, e, agora Hans.
Esta é uma viagem ao fantástico, cheia de simbolismos e filosofia, Jostein Gaarder sabe fazer isto muito bem, tem sua própria maneira de levar a filosofia para os jovens, em uma linguagem simples e genial. Assim como "O Mundo de Sofia" esta fábula pode ser vista como uma maneira divertida de falar sobre um tema dito complexo. É uma história que seduz pelo mundo mágico criado.
"Enquanto somos crianças, ainda possuímos a capacidade de experimentar intensamente o mundo à nossa volta. Com o passar do tempo, porém acabamos por nos acostumar com o mundo. Ser criança e se tornar adulto é como embebedar-se de sensações, e de experiências sensoriais."
"Enquanto somos crianças, ainda possuímos a capacidade de experimentar intensamente o mundo à nossa volta. Com o passar do tempo, porém acabamos por nos acostumar com o mundo. Ser criança e se tornar adulto é como embebedar-se de sensações, e de experiências sensoriais."
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